Onaga Yoshimitsu Kaichō’Sensei: Ti, Di ou Te (手 mão)
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
Como age o "homem da Via”!
Tomei a liberdade de expor aos
leitores uma reflexão sobre as palavras de O-Sensei ao se referir sobre o “homem
da Via (Caminho)”:
O’Sensei: “Ao alcançar o 1°Dan inclina a cabeça, em
sinal de reconhecimento!”
Reflexão: Sua compreensão da arte chegou ao ponto de observar e perceber em si
mesmo uma transformação extraordinária, capaz de torná-lo mais seguro, prudente
e esforçado.
O’Sensei: “Ao alcançar o 2°Dan inclina-a
ainda mais, em sinal de humildade!”
Reflexão: Sua compreensão da arte
o fez perceber que em seu coração não existe lugar para dois caminhos e que
somente um o fará digno, merecedor e sincero.
O’Sensei: “Ao receber o diploma de 3°Dan,
baixa a cabeça até ao chão, confuso, e sai discretamente; a tal ponto mede
agora a distância que o separa da verdadeira perfeição!”
Reflexão: Sua compreensão da arte
agora já não se limita mais as suas necessidades, não se sujeita as imperfeições
de um ego mundano, não se deixará iludir pela expectativa de sucesso, mas, na
grandeza de um caráter imaculado, se esforçará ainda mais, e com uma sensação
de profunda gratidão se basta, se torna parte do “Caminho” e segue adiante...
Obs.: No Karatê-Dō de
O-Sensei’Funakoshi só existem cinco níveis de “Dan”. Cada degrau na ascendência
destes níveis de formação tem seus atributos e suas responsabilidades conforme rege
a sua doutrina. Ao estabelecê-la como “Via”, “Caminho”, O-Sensei’Funakoshi
determinou que fosse concedido e reconhecido o 5° Dan como o nível mais elevado
da sua ordem, e assim foi feito. Atualmente existem dois nomes de destaque
mundial que foram alunos diretos de O-Sensei’Funakoshi que ainda preservam
estes valores, honrando a memória do seu mentor; são eles, Tsutomu Ohshima’Sensei
e Mitsusuke Harada’Sensei.
Prof. Sylvio Rechenberg
Texto original de O-Sensei na íntegra
publicado neste blog em 2011.
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
"Competição?"
Estudar Karatê-Dō não é confrontar, mas confrontar-se!
Porque existem pessoas querendo lutar contra outras pessoas?
Porque existem pessoas querendo lutar contra outras pessoas?
Lutar sem legitima razão, simplesmente para derrotar o outro?
Derrotar por quê? Porque uma vida se coloca perante outra, visando “conflito” por puro prazer?
Esporte provocando e alienando discórdia? Que benefícios reais justificam tal ato? Em troca de medalhas, troféus, títulos ou tolices do gênero? Nada provam além de um jogo que exclui!
Que exemplo formativo se obtém aos leigos aspirantes ao “caos”?
E aos jovens que se espelham na pura violência conforme o modismo das massas manipuladas pela mídia tendenciosa e completamente mal informada, apoiando a decadência mascarada de “arte marcial”?
Milhões se dedicam a salvar, educar, valorizar, ou simplesmente cuidar, enquanto outros tantos em destruir ao invés de edificar!
O corpo é um bem "precioso" emprestado para um espírito!
Uma obra prima, divina, composto por um universo perfeito, singular, insubstituível, inigualável.
Milhões fazem desta “propriedade” passageira, uma ferramenta construtiva.
Enquanto ferramenta, alguns mantêm vigiada sua consciência, pois se do corpo a virtude se ocupar, será duradoura a recompensa.
Mas se a fraqueza do ego for mais forte que a virtuosa sabedoria, então de nada valerá qualquer tipo de esforço, pois tudo é vaidade.
Enquanto criança, mantem inocente a consciência, que logo se corrompe pelos modismos, culturas e os equívocos humanos de toda sorte.
Pela baixa estima, muitos ocupam seu corpo com coisas do ego e até se transformam por ele, causando sequelas irreversíveis, irreparáveis para si e às vezes aos outros.
A verdadeira razão de lutar não esta na disputa primitiva por uma condição na satisfação do ego, mas para que a vida se manifeste por inteiro, com dignidade e harmonia, sem absolutamente nada mais além de uma agradável sensação de paz, que por sua vez somente a consciência pura consegue decifrar. Sem precisar competir ou comparar!
Tal estado não tem discórdia, nem inveja, nem temor, nem falsidade, não tem rancor, nem maldade, nem cobiça, nem ao menos ilusão, mas tem tudo que somente um “coração” é capaz de sentir, a autentica gratidão sem segundas intenções ou interesses!
Gratidão por compreender que somos todos iguais e preciosos perante “Deus” e que cada um de nós, como um todo, tem a responsabilidade de atentar e lutar incansavelmente pela transformação construtiva do “Ser” humano ao invés de mergulhar na irracionalidade nociva do ego mundano, tipicamente exposta num clima de confronto de ocasião, como numa competição de Karatê!
Quando O’Sensei Gichin Funakoshi acrescentou a palavra “Dō” “Caminho”, a sua Honorável Arte passaria a transformar valores, princípios e costumes enraizados profundamente no passado da história, e desta maneira beneficiar milhões de pessoas em todo o mundo, que se valham ainda hoje dessa ”Via”.
E foi com um coração bondoso e repleto de responsabilidade pelo futuro das novas gerações é que idealizou e fundou sua obra nos moldes de um caráter pacifico, mas disciplinado e inspirado expressamente na retidão de conduta, o caráter!
Em meio às fraquezas do homem em pleno terceiro milênio, ainda prevalece à vontade de ser mais e melhor do que o semelhante em confrontos físicos diretos, ainda existe a necessidade de ferir de alguma forma para satisfação da primitiva condição de poder, onde existe um vencedor, um perdedor e “aloprados” colaboradores!
Um lamentável retrocesso nas Artes Marciais do Oriente!
Os antigos mestres fundadores das escolas no passado de tudo fizeram ao contribuir para apaziguar o instinto de agressividade e a tendência natural ao caos e o conflito entre as pessoas, através de métodos e sistemas sabiamente elaborados e criteriosamente desenvolvidos para serem utilizados como ferramentas virtuosas na promoção da Paz e da harmonia em sociedade, a favor do homem e em conformidade com a natureza divina. Jamais por intermédio de qualquer tipo de competição ou entretenimento, muito pelo contrário!
Como pode o equilíbrio do Oriente ser tão barbaramente contaminado pelo Ocidente? Como pode o Ocidente ter tanta necessidade de se autodestruir ao invés de construir? Com toda certeza não se trata de Oriente e Ocidente, mas unicamente de "pessoas" que ali se encontram de posse das circunstancias apropriadas, para então se valerem das oportunidades de se popularizar e enriquecerem as custas de um legado cultural e histórico! Coisa que naquele tempo, em 1940 e novamente em 1941, O’Sensei Funakoshi já visionava e sabiamente orientava sobre o fato, proibindo todo e qualquer ato que assim se caracterizava!
Prof. Sylvio Rechenberg
Texto publicado neste blog em 29/11/2015
http://shotokan-ortodoxo.blogspot.com/2015/11/estudar-karate-do-nao-e-confrontar-mas.html
Texto publicado neste blog em 29/11/2015
http://shotokan-ortodoxo.blogspot.com/2015/11/estudar-karate-do-nao-e-confrontar-mas.html
domingo, 18 de novembro de 2018
Relatos fundamentais de alguns renomados professores de outras escolas. (Parte II-B)
Kiichi Nakamoto’Sensei (Goju-Ryu)
domingo, 11 de novembro de 2018
Karatê-Dō não é esporte!
Se O-Sensei’Funakoshi estivesse
presente no mundo atual, com toda a certeza estaria profundamente desolado e
com grande amargura no coração!
Sua intenção ao apresentar o seu
amado Karatê-Dō ao mundo jamais foi de torná-lo um jogo, uma forma de
competirem uns com os outros. Isso ficou bem claro já em 1940, quando O-Sensei’Funakoshi
“proíbe” os seus alunos de
executarem o"Jiyu Kumite" pelo desejo de competição,
por essa prática induzir a um espírito de violência e assim contrária à
essência do Budō (contenção dos conflitos)!
Sua vida toda foi dedicada ao
desenvolvimento de uma Arte que proporcione ao ser humano uma forma de conduta
moral que promova a contenção dos conflitos o (Budō)! Onde através da disciplina desprovida do ego, se consiga alcançar em plenitude a gratidão pela vida em
toda a sua graça e mistério, se tornando uno com a natureza divina. E isso não
tem nada em haver com competição, com lutas pelo “pódio”, não tem nada em haver
com lutar para “ganhar”!
“Ganhar” uma luta (jogo)
significa que houve a intenção de lutar (jogar) e quando a intenção de lutar (jogar)
se justifica pelo ego se criou um conflito. Portanto não é Budō (contenção do
conflito)!
Não existe competição no Karatê-Dō de O-Sensei’Funakoshi, razão pela qual em 1956 abandonou a organização que ele
mesmo ajudou a fundar.
E para aqueles que afirmam que “competir”
é um meio para desenvolver suas habilidades é preciso dizer que quanto mais
praticam para “competir”, mais se tornam “competidores” e quanto mais se tornam
competidores mais se distanciam do objetivo real do Budō (contenção dos
conflitos). E quanto mais se distanciam do Budō (contenção dos conflitos) mais
difícil se torna compreender e assimilar corretamente sua doutrina, mais
complicado fica abandonar o ego!
Não se luta (jogo) com alguém
para "ganhar", e se “lutar” for preciso, se “luta” para preservar a vida, única e
tão somente; esta é a doutrina de O-Sensei!
Prof.Sylvio Rechenberg
O-Sensei'Funakoshi
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Relatos fundamentais de alguns renomados professores de outras escolas. (Parte II-A).
Kiichi Nakamoto’Sensei (Goju-Ryu)
domingo, 28 de outubro de 2018
Oriente e ocidente!
O respeito e a dignidade das
pessoas bem como a disciplina e a hierarquia são quesitos básicos, pontos
fundamentais para que o homem civilizado possa viver em paz e em harmonia! A
civilidade do homem vai depender da cultura na qual ele está inserido, de onde
formará seus valores e da qual mostrará suas virtudes! Assim também na
Honorável Arte de O-Sensei, a conduta, a forma de agir, de se comportar, de se
manifestar, de praticar e de vivenciar o seu “Caminho” dentro e fora de um Dōjo
vai depender da compreensão que o estudante já tem que por sua
vez depende do tipo de informação que este mesmo estudante teve a respeito, irá depender da
sua formação, do seu caráter e em que se fundamenta o verdadeiro propósito da
sua busca ao praticar o Karatê-Dō de O-Sensei’Funakoshi.
Prof. Sylvio Rechenberg
Prof. Sylvio Rechenberg
