domingo, 31 de março de 2013

O "kimono interior" (着物空手).


Neste fim de semana, como faço a mais de 30 anos, fui lavar o meu kimono (karate-gi), e como moro em apartamento, lavo-o no chão do banheiro, no box do chuveiro. Após ter lavado o lado de fora com a escova, o lado que todos veem, me deu vontade de virar para o lado avesso, fiquei surpreso com a sujeira e o caruncho impregnados no tecido. Então comecei a esfregar, e por mais sabão que colocava, e por mais força que esfregava a escova no caruncho, ele continuava ali, pouco saía, percebia que a marca preta continuava. Então comecei a refletir se a minha vida não era um kimono mal esfregado, digo, o meu lado de fora, que todos veem, está limpo e branco, mas o meu lado interno, que ninguém vê, como está? Nesta minha “sujeira interior”, comecei a procurar minhas falhas, minha falta de fé, minha falta de compreensão com os demais, minha arrogância, a minha falta de companheirismo com meus amigos, irmãos, e de repente até com meus filhos. Tomei consciência dos meus carunchos! Depois de lavar o kimono, liguei para um colega de trabalho, pois na quinta-feira, eu não soube compreendê-lo, e ele não soube me compreender, havia discutido com ele. Então, por telefone, eu lhe pedi desculpas, o que me surpreendeu, é que ele me ouviu e me desculpou. Eu sei que o caruncho está ali ainda, mas vou me esforçar e lavar mais vezes, por mais sabão, e botar toda força que eu puder, para que realmente o “meu kimono interior” esteja limpo!
Amigo, eu só fui lavar meu kimono...
Que bom que lavei!

Prof. José Roberto


sábado, 23 de março de 2013

Querer não é poder!

Aprender o verdadeiro Karatê é como atravessar um rio com fortes "correntezas", poucos conseguirão! Seu estudo requer grande disciplina, dedicação, seriedade, humildade, respeito, esforço, fidelidade, integridade, lealdade, paciência, perseverança, persistência e determinação inabalável. Virtudes da retidão de caráter!
 
As "correntezas" na vida "moderna" corrompem o "Caminho", confundem, iludem, alimentam o ego, fomentam a cobiça, a vaidade, a soberba, a prepotência, destruindo valores, somatizando conflitos!
 
No Karatê-Dô as "correntezas" são "interiores"!

Prof. Sylvio Rechenberg

quinta-feira, 21 de março de 2013

O trabalho interior no Karatê-Dô.


domingo, 10 de março de 2013


sábado, 19 de janeiro de 2013

Você estuda e pratica Karatê?

Se está lendo estas reflexões quer dizer que, de alguma forma se encontra vinculado com o Karatê, assim sendo, será que alguma vez se deteve para pensar se o que você pratica é realmente Karatê? Antes de seguir com a leitura destas palavras pergunte-se: O que entendo por Karatê? O mais provável e dou-lhe toda a razão é que seja exatamente o contrário do que realmente é. Existe um conceito de Karatê bastante generalizado em que a violência, o egoísmo, o individualismo e a vaidade são conceitos manipulados, incorporados e acrescentados pelos meios de comunicação, já que na nossa sociedade isso é o que "vende". Estamos acostumados a competir em todos os campos e situações da vida, então porque não competir no Karatê? Será isto que os nossos mestres, fundadores desta Arte queriam para todos nós, para a sociedade humana? O que pensará o mestre Funakoshi e o mestre Egami da evolução a que foi conduzida esta Arte Marcial? Você acredita realmente que os atributos mencionados anteriormente eram as metas de evolução do Karatê, que estes mestres tinham planejado?

Se você pratica competição (eu não vou chamar de Karatê) convido-o a refletir fortemente nestas palavras já que o verdadeiro " DÔ" não é o caminho da violência, mas sim pelo contrário, o caminho da paz. Sim, o Karatê-Dô é o Caminho da Paz, a arte transformada em amor, o caminho da superação pessoal baseado no amor, amor a si mesmo, amor para com o seu companheiro de treino, amor para com o seu Dojo, amor para com o que o rodeia, amor pela natureza, amor para com o ensino, amor para com a espiritualidade. Amor, respeito, lealdade, companheirismo, desprendimento, são alguns dos conceitos que os nossos mestres trataram de nos entregar através desta "Arte" chamada KARATÊ. Se aceitamos que Karatê é uma Arte para a "vida", é espiritualidade, é conexão com o universo, com a energia vital, com o Ki, o que é então a competição?
 
Deixarei semeada a incógnita, mas antes volto a perguntar: que sentido tem o vencer outra pessoa? Qual é o prazer de causar dano a um companheiro de treino? Que quero eu demonstrar ao fraturar uma costela? É tão importante sentir-se "ganhador", mas ganhador de quê? Vale a pena lesionar ou causar dano a outro ser humano para ter uma medalha no armário? Para ser o melhor? O melhor de quê? Em quê? Para quê? Deixo semeada a incógnita e cada um deve refletir profundamente e encontrar as respostas, as suas próprias respostas baseadas no aprofundamento pessoal desta formosa Arte chamada Karatê, que nunca foi, nem será um meio para causar dano a outrem, muito menos um meio para enaltecer e alimentar egos, sentimentos errados, vaidades.

Então não percamos tempo, despertemos e lancemo-nos à aventura do crescimento pessoal, da busca do próprio eu, e quão longe chegaremos? Tudo depende de quanto estejamos dispostos a nos aprofundar.


Claudio Fariña

domingo, 6 de janeiro de 2013

A sabedoria do "Tao" ( Caminho )

Não entres em competição com os demais, torna-te como a terra que nos nutre, que nos dá o necessário.
Ajuda ao próximo a perceber suas qualidades, a perceber suas virtudes, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos.
 
Texto Taoísta.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Nascimento!




Que neste Natal & Novo Ano a "família" do Karatê-Dô mundial também reflita sobre a sua natureza espiritual, fisico-mental! Conscientes do objetivo maior da Nobre Arte, de contribuir para um mundo mais pacifico, superando as fraquezas existenciais nos vários aspectos da vida humana, sobre tudo na escravidão do ego e da sua insignificância no Caminho verdadeiro!

Da responsabilidade de formar e aplicar conceitos e valores fundamentados na dignidade do respeito acima de tudo, considerando o modismo da disputa entre o ganhar e o perder sinônimos da vaidade e da soberba, ervas daninhas do crescimento interior!

Compreender que a Divindade esta presente em todos nós e que a grandeza do homem é medida pela escolha que faz na evolução da sua jornada!

Que os erros contra o próximo poderão ser corrigidos, porem jamais apagados da memória, marcados para sempre na história de uma vida, enraizados no caráter e influenciando continuamente a construção ou a destruição do seu semelhante conforme tais atos!

Que o próximo é uma extensão de si mesmo, portanto colaborador no auto aperfeiçoamento e assim, em constante processo de harmonia, equilíbrio e paz duradoura de geração à geração!


Prof. Sylvio Rechenberg


Feliz Natal 2012 & Novo Ano de Saúde e Paz!!!