domingo, 18 de novembro de 2018
Relatos fundamentais de alguns renomados professores de outras escolas. (Parte II-B)
Kiichi Nakamoto’Sensei (Goju-Ryu)
domingo, 11 de novembro de 2018
Karatê-Dō não é esporte!
Se O-Sensei’Funakoshi estivesse
presente no mundo atual, com toda a certeza estaria profundamente desolado e
com grande amargura no coração!
Sua intenção ao apresentar o seu
amado Karatê-Dō ao mundo jamais foi de torná-lo um jogo, uma forma de
competirem uns com os outros. Isso ficou bem claro já em 1940, quando O-Sensei’Funakoshi
“proíbe” os seus alunos de
executarem o"Jiyu Kumite" pelo desejo de competição,
por essa prática induzir a um espírito de violência e assim contrária à
essência do Budō (contenção dos conflitos)!
Sua vida toda foi dedicada ao
desenvolvimento de uma Arte que proporcione ao ser humano uma forma de conduta
moral que promova a contenção dos conflitos o (Budō)! Onde através da disciplina desprovida do ego, se consiga alcançar em plenitude a gratidão pela vida em
toda a sua graça e mistério, se tornando uno com a natureza divina. E isso não
tem nada em haver com competição, com lutas pelo “pódio”, não tem nada em haver
com lutar para “ganhar”!
“Ganhar” uma luta (jogo)
significa que houve a intenção de lutar (jogar) e quando a intenção de lutar (jogar)
se justifica pelo ego se criou um conflito. Portanto não é Budō (contenção do
conflito)!
Não existe competição no Karatê-Dō de O-Sensei’Funakoshi, razão pela qual em 1956 abandonou a organização que ele
mesmo ajudou a fundar.
E para aqueles que afirmam que “competir”
é um meio para desenvolver suas habilidades é preciso dizer que quanto mais
praticam para “competir”, mais se tornam “competidores” e quanto mais se tornam
competidores mais se distanciam do objetivo real do Budō (contenção dos
conflitos). E quanto mais se distanciam do Budō (contenção dos conflitos) mais
difícil se torna compreender e assimilar corretamente sua doutrina, mais
complicado fica abandonar o ego!
Não se luta (jogo) com alguém
para "ganhar", e se “lutar” for preciso, se “luta” para preservar a vida, única e
tão somente; esta é a doutrina de O-Sensei!
Prof.Sylvio Rechenberg
O-Sensei'Funakoshi
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Relatos fundamentais de alguns renomados professores de outras escolas. (Parte II-A).
Kiichi Nakamoto’Sensei (Goju-Ryu)
domingo, 28 de outubro de 2018
Oriente e ocidente!
O respeito e a dignidade das
pessoas bem como a disciplina e a hierarquia são quesitos básicos, pontos
fundamentais para que o homem civilizado possa viver em paz e em harmonia! A
civilidade do homem vai depender da cultura na qual ele está inserido, de onde
formará seus valores e da qual mostrará suas virtudes! Assim também na
Honorável Arte de O-Sensei, a conduta, a forma de agir, de se comportar, de se
manifestar, de praticar e de vivenciar o seu “Caminho” dentro e fora de um Dōjo
vai depender da compreensão que o estudante já tem que por sua
vez depende do tipo de informação que este mesmo estudante teve a respeito, irá depender da
sua formação, do seu caráter e em que se fundamenta o verdadeiro propósito da
sua busca ao praticar o Karatê-Dō de O-Sensei’Funakoshi.
Prof. Sylvio Rechenberg
Prof. Sylvio Rechenberg
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Indico a leitura!
Atualmente, as escolas de “artes
marciais” se espalham por todo o mundo. No Brasil são inúmeras as linhas e
correntes dessas artes orientais a se multiplicarem sem par, quer sejam de
origem chinesa, coreana ou japonesa, enfim, o consumo pela população tem
aumentado assustadoramente. Quando se pergunta a um aluno o porque de ele
treinar “artes marciais”, logo vem aquela mesma resposta: “Bem, eu treino para
me defender, a violência tem crescido tanto nos últimos tempos!” Tal aluno encontra um ambiente propício, em
muitas escolas, para extravasar sua ira interna e preparar seu corpo para a
luta. As pessoas desde cedo são encorajadas e dirigidas para a competitividade! Nos discípulos mais jovens facilmente percebe-se as rivalidades brotarem,
treinam muito para serem os melhores, para conseguirem uma faixa e então exibi-la
como grau de capacidade e superioridade, enrijecem o corpo treinando seus
músculos com a intenção de tornarem-se mais fortes, chutam cada vez mais alto,
quebram o máximo de tijolos possíveis. Dessa maneira os discípulos mostram ao
público e as pessoas em geral, como sua arte é boa e melhor que da outra
escola. Desenvolvem técnicas e estilos e comparam com outros numa
competitividade para saberem qual é o melhor. Torneios são organizados para que
os alunos dessa ou daquela escola, desse ou daquele estilo, provem suas
eficácias e vençam mostrando a superioridade de suas técnicas e de suas
academias. Anos a fio venho observando, nas “artes marciais” em geral,
comportamentos de alunos e “mestres”. O universo da maioria das pessoas é muito
restrito, a sociedade em geral possui uma doutrina filosófico-social baseada no
materialismo bruto e grosseiro, em todos os níveis de relações ocorrem às
competições. As pessoas competem no trabalho, competem nas escolas, nos
vestibulares, nos esportes, na religião, nas ciências, os países competem economicamente
e sócio filosoficamente. O que importa as pessoas é encontrarem um “status” de
soberania e poder social, não importando os caminhos e as lutas travadas para se
conseguir tal feito. Em nosso mundo é necessário estar por cima e para estar
por cima é preciso vencer, pois, quando se esta por cima se é o vencedor e
existirá sempre alguém por baixo e muitos perdedores. No mundo materializado e
bruto em que vivemos, pouco resta para o espírito e a alma, contudo, as antigas
Artes da Mestria Oriental, caíram em total esquecimento por parte da maioria
dos praticantes atuais. Antigamente os modelos dos discípulos eram seus líderes
espirituais que sabiamente os conduziam à iluminação espiritual da alma. Hoje
os jovens praticantes têm como modelos e guias filmes medíocres onde, só
aparecem as lutas nuas e cruas dos tiranos do ódio, contra o aparente estado do
bem e do amor. Os filmes com respeito a “Shaolin” são indescritíveis, usa-se o
nome de “Shaolin” em títulos de quase todos os filmes. O consumismo de filmes
de “artes marciais” é como o consumismo de filmes pornográficos ou de títulos sem
aparente seriedade, fúteis. Nessas circunstâncias o jovem discípulo entra na
academia para treinar Kung-Fu, com esses modelos em mente, sua meta é ser tão
bom, forte e hábil quanto o astro do cinema, manejar armas brancas como
ninguém. Poucos são os instrutores e mestres com capacidades e conhecimentos
suficientes para introduzir e encaminhar o discípulo em outras direções, a maioria
dos instrutores não possuem uma formação espiritual e filosófica à altura,
sendo assim, sua escola será conduzida dentro dos padrões atuais da sociedade. Existem
muitas escolas com intuito altamente comercial onde os instrutores estão na maioria
do tempo preocupados com o número de alunos, para saber se o retorno será lucrativo
ou não. Desta maneira o nível de aprendizado tende a decair. O que fazer diante
de uma situação assim?
Texto na íntegra no link abaixo:
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Relatos fundamentais de alguns renomados professores de outras escolas. (Parte I)
Meitatsu Yagi’Sensei (Goju-Ryu):
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
"Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão!"
“ Pode-se treinar por muito, muito tempo, se porém, apenas mexer as
mãos e os pés e saltar para cima e para baixo como uma marionete, você nunca
chegará à essência; você fracassará em captar a quintessência do Karatê-Dō! ”
Gichin Funakoshi'O-Sensei
