quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Relatos fundamentais de alguns renomados professores de outras escolas. (Parte II-A).
Kiichi Nakamoto’Sensei (Goju-Ryu)
domingo, 28 de outubro de 2018
Oriente e ocidente!
O respeito e a dignidade das
pessoas bem como a disciplina e a hierarquia são quesitos básicos, pontos
fundamentais para que o homem civilizado possa viver em paz e em harmonia! A
civilidade do homem vai depender da cultura na qual ele está inserido, de onde
formará seus valores e da qual mostrará suas virtudes! Assim também na
Honorável Arte de O-Sensei, a conduta, a forma de agir, de se comportar, de se
manifestar, de praticar e de vivenciar o seu “Caminho” dentro e fora de um Dōjo
vai depender da compreensão que o estudante já tem que por sua
vez depende do tipo de informação que este mesmo estudante teve a respeito, irá depender da
sua formação, do seu caráter e em que se fundamenta o verdadeiro propósito da
sua busca ao praticar o Karatê-Dō de O-Sensei’Funakoshi.
Prof. Sylvio Rechenberg
Prof. Sylvio Rechenberg
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Indico a leitura!
Atualmente, as escolas de “artes
marciais” se espalham por todo o mundo. No Brasil são inúmeras as linhas e
correntes dessas artes orientais a se multiplicarem sem par, quer sejam de
origem chinesa, coreana ou japonesa, enfim, o consumo pela população tem
aumentado assustadoramente. Quando se pergunta a um aluno o porque de ele
treinar “artes marciais”, logo vem aquela mesma resposta: “Bem, eu treino para
me defender, a violência tem crescido tanto nos últimos tempos!” Tal aluno encontra um ambiente propício, em
muitas escolas, para extravasar sua ira interna e preparar seu corpo para a
luta. As pessoas desde cedo são encorajadas e dirigidas para a competitividade! Nos discípulos mais jovens facilmente percebe-se as rivalidades brotarem,
treinam muito para serem os melhores, para conseguirem uma faixa e então exibi-la
como grau de capacidade e superioridade, enrijecem o corpo treinando seus
músculos com a intenção de tornarem-se mais fortes, chutam cada vez mais alto,
quebram o máximo de tijolos possíveis. Dessa maneira os discípulos mostram ao
público e as pessoas em geral, como sua arte é boa e melhor que da outra
escola. Desenvolvem técnicas e estilos e comparam com outros numa
competitividade para saberem qual é o melhor. Torneios são organizados para que
os alunos dessa ou daquela escola, desse ou daquele estilo, provem suas
eficácias e vençam mostrando a superioridade de suas técnicas e de suas
academias. Anos a fio venho observando, nas “artes marciais” em geral,
comportamentos de alunos e “mestres”. O universo da maioria das pessoas é muito
restrito, a sociedade em geral possui uma doutrina filosófico-social baseada no
materialismo bruto e grosseiro, em todos os níveis de relações ocorrem às
competições. As pessoas competem no trabalho, competem nas escolas, nos
vestibulares, nos esportes, na religião, nas ciências, os países competem economicamente
e sócio filosoficamente. O que importa as pessoas é encontrarem um “status” de
soberania e poder social, não importando os caminhos e as lutas travadas para se
conseguir tal feito. Em nosso mundo é necessário estar por cima e para estar
por cima é preciso vencer, pois, quando se esta por cima se é o vencedor e
existirá sempre alguém por baixo e muitos perdedores. No mundo materializado e
bruto em que vivemos, pouco resta para o espírito e a alma, contudo, as antigas
Artes da Mestria Oriental, caíram em total esquecimento por parte da maioria
dos praticantes atuais. Antigamente os modelos dos discípulos eram seus líderes
espirituais que sabiamente os conduziam à iluminação espiritual da alma. Hoje
os jovens praticantes têm como modelos e guias filmes medíocres onde, só
aparecem as lutas nuas e cruas dos tiranos do ódio, contra o aparente estado do
bem e do amor. Os filmes com respeito a “Shaolin” são indescritíveis, usa-se o
nome de “Shaolin” em títulos de quase todos os filmes. O consumismo de filmes
de “artes marciais” é como o consumismo de filmes pornográficos ou de títulos sem
aparente seriedade, fúteis. Nessas circunstâncias o jovem discípulo entra na
academia para treinar Kung-Fu, com esses modelos em mente, sua meta é ser tão
bom, forte e hábil quanto o astro do cinema, manejar armas brancas como
ninguém. Poucos são os instrutores e mestres com capacidades e conhecimentos
suficientes para introduzir e encaminhar o discípulo em outras direções, a maioria
dos instrutores não possuem uma formação espiritual e filosófica à altura,
sendo assim, sua escola será conduzida dentro dos padrões atuais da sociedade. Existem
muitas escolas com intuito altamente comercial onde os instrutores estão na maioria
do tempo preocupados com o número de alunos, para saber se o retorno será lucrativo
ou não. Desta maneira o nível de aprendizado tende a decair. O que fazer diante
de uma situação assim?
Texto na íntegra no link abaixo:
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Relatos fundamentais de alguns renomados professores de outras escolas. (Parte I)
Meitatsu Yagi’Sensei (Goju-Ryu):
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
"Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão!"
“ Pode-se treinar por muito, muito tempo, se porém, apenas mexer as
mãos e os pés e saltar para cima e para baixo como uma marionete, você nunca
chegará à essência; você fracassará em captar a quintessência do Karatê-Dō! ”
Gichin Funakoshi'O-Sensei
terça-feira, 18 de setembro de 2018
"KEKKI NO YU O IMASHIMURU KOTO!"
“ Situando-se o combate de Karatê
entre a vida e a morte, não podemos treinar seriamente senão através das formas
de combate “convencionais”, através das quais cada um se esforça por
ultrapassar os seus limites! ” Gichin
Funakoshi’O-Sensei
O termo “Convencional”, utilizado
no texto acima, está relacionado com a palavra “convenção”, que por sua vez,
vem do Latim (conventio), que significa “concordância, acordo”, literalmente
querendo dizer “seguir juntos”. “Convencional” expressa àquilo que segue ou
resulta de um conjunto de hábitos, costumes, usos e que segue a tradição
original. É o que está estabelecido pelo uso ou pela prática, são padrões já
determinados!
“ Logo, assim como no Kihon e no Kata, quando se estuda e pratica o "Kumite", igualmente se fará através da exaustiva
e rigorosa prática continuada e diligentemente dentro dos seus diversos níveis de estudo e formação continuada convencionais,
sempre observando fielmente a devida ordem crescente de sua correta aprendizagem de aplicação, conforme
orienta e determina o próprio fundador! Portanto, em se manter no "Caminho", somente assim se poderá compreender, vivenciar e colher os verdadeiros benefícios do terceiro “K” da trilogia que rege a Honorável Arte de O-Sensei’Funakoshi ! ”
Prof. Sylvio Rechenberg
sábado, 8 de setembro de 2018
Violência o reflexo da “liberdade”!
Hoje a violência cresce
desenfreadamente no Brasil e também em muitas partes do planeta, um caos praticamente
impossível de conter. E quanto mais cresce, mais pessoas se sentem acuadas,
indefesas e completamente reféns de uma ordem mundial condizente com este
fenômeno de massa que para muitos é um prato cheio para obter vantagens, fama,
fortuna e poder!
O livre arbítrio próprio do ser
humano da vasão a uma serie de atitudes e pensamentos nos quais a grande
maioria das pessoas principalmente as menos esclarecidas, as desvirtuadas e as direta
ou indiretamente influenciadas pelo sistema de manobras não estão preparadas
para filtrar e muito menos assumir de uma forma equilibrada, responsável,
diligente e condizente com a paz e com a harmonia universal para o bem viver em
comum.
Portanto quando se observa, por
exemplo, a atuação “descompromissada” dos meios de comunicação que deveriam ter
uma atuação importantíssima na educação e na geração de uma cultura construtiva
e de caráter formativo, ao invés disso se mantem preocupados com os índices de
audiência e de popularidade de sua programação atendendo justamente as
expectativas de uma ante cultura na qual se valoriza o que deveria ser
fortemente combatido e evitado.
A desconstrução da ordem, da paz
e da harmonia social é facilmente compreendida na medida em que se observa o
domínio e o controle sobre o povo considerando suas próprias fraquezas, agindo
e favorecendo o ego, o caráter duvidoso, a libido, os “direitos” equivocados,
atiçando as discórdias, criando os modismos desacerbados, fomentando a libertinagem,
a imoralidade, a perversidade e a inversão dos valores. As consequências da tal "liberdade" da qual me refiro.
É exatamente o que se vê na
maioria das novelas, na programação dos filmes, em vários programas de
auditório, nas “músicas” de baixíssimo nível, envolvendo “composições” da pior espécie,
instigando a promiscuidade, as drogas, ao desamor, ao desafeto, a falta de
respeito pelas leis, à perda dos bons costumes, o desrespeito aos mais velhos,
aos pais, aos professores, vulgarizando a própria dignidade humana, fomentando
o ódio, a cólera, a vingança, a degradação social em todos os seus aspectos, maculando
a espiritualidade, o destemor a Deus, a idolatria ao corpo e assim por diante.
É o que dá ibope e mantem a audiência em alta, é o que dá dinheiro e o que a
maioria das pessoas se sentem atraídas e impulsionadas em assistir, escutar e compartilhar
com outras pessoas.
As informações com características
subliminares de uma mídia tendenciosa e do que tudo dela procede para uma
pseudo orientação para quem dela se utiliza ou se norteia demonstra claramente os
bastidores de uma politica de persuasão social onde quanto maior o conflito,
maior a satisfação para quem vive pela "emoção" alheia.
E como no Brasil e nos países do
terceiro mundo a televisão e o rádio são os principais modelos da educação e da
cultura do povo, certamente está se determinando uma forma de conduta na qual
se manifesta uma clara predisposição em se comportar e de pensar conforme o que
ali se diz, se mostra e se tenta incutir na cabeça destas pessoas.
Uma óbvia manipulação de
interesses em instigar uma pseudoliberdade na qual se pode tudo e onde a moral
e os bons costumes atrapalham mais do que ajudam a mantê-los no “controle”
gerando os conflitos e em consequência disto a decorrente violência urbana.
O Karatê-Dô de O-Sensei’Funakoshi
tem sua doutrina de auto aperfeiçoamento construtivo embasada na prática
diária e na manutenção dos valores morais que esta mesma prática acentua e
cultiva na virtuosa capacidade de olhar o seu semelhante como uma extensão de
si mesmo e assim alcançar a harmonia por excelência tão necessária para
vivenciar a Paz!
E um dos lemas deste "Caminho" construtivo
da Honorável Arte é a “fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão!”, nos
ensinando em evitar todo e qualquer forma de conflito, pois qualquer que seja sua
inspiração, lá se dará a desunião, a desarmonia e a injustiça, pois onde começa
o conflito a primeira vitima é a razão!
Prof. Sylvio Rechenberg