Yokoi Kenji é um conhecido palestrante colombiano com raízes
japonesas, neste vídeo ele fala novamente sobre a cordialidade japonesa e cita exemplos sobre como a falta de informação e a transmissão equivocada no
ocidente formaram uma imagem totalmente distorcida com relação ao propósito do Karatê-Dô. Yokoi Kenji relata algumas experiências pessoais nas quais constata estes valores. Vale a pena
escutar o vídeo todo com bastante atenção e reflexão, e se na primeira vez você
não conseguiu entender muito bem, então o ouça novamente!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Um bom ano a todos!
Hoje escutei alguém da televisão
falar sobre a atual agressividade nas pessoas, a falta do respeito pelo próximo,
à ausência da ponderação e do bom senso, antigos atributos a muito ensinados
pelas famílias, pelos professores e tidos como leis fundamentais para o bom convívio
e o desenvolvimento social!
Pois bem vejamos, que tipo de
conceitos e valores se observa através dos “modernos” programas de televisão,
pelas letras das “músicas” tidas como “populares”, pelo apoio da mídia a certas
“carnificinas” humanas consideradas “esporte?”, na divulgação cada vez mais
comum das barbáries do cotidiano por mera audiência que tais fatos produzem, a
liberdade na utilização das mensagens subliminares em todos e quaisquer meios de
propaganda e informação, a total falta de responsabilidade em apresentar ao
grande público tudo o que em verdade este mesmo grande público se sente atraído
e entusiasmado em assistir e se espelhar, mesmo sem uma cultura predisposta a
filtrar o certo do errado, considerando ainda que a partir de determinados
tópicos tais como sexo e violência obtém-se uma grande fatia do mercado interessado,
pronto e sob controle, e pior, mesmo com a difícil e quase impossível
tarefa dos pais com relação aos filhos e dos professores com relação aos alunos
frutos deste sistema totalmente deficitário e decadente e onde a mídia como direta formadora de opiniões e
modismos de toda ordem e nas mais variadas formas de comunicação, se exime completamente
em colaborar na devida condução da dignidade, na construção da civilidade, na
ordem, na moralidade e na devida admissibilidade da vergonha na cara!
Prof. Sylvio Rechenberg
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Que o Natal seja "Dele"!
Que a reflexão ocupe tua mente durante alguns minutos e que
o Santo Espírito possa em ti enaltecer as verdadeiras virtudes do “Ser” em tua
vida!
Feliz Natal
Prof. Sylvio Rechenberg
domingo, 20 de dezembro de 2015
A "competência"!
O sistema do fundador do Karatê-Dô, Gichin Funakoshi'O-Sensei, esta
baseado em "cinco" (Dan). Os cinco níveis estão distribuídos por toda uma vida de
prática.
O renomado Professor, Tsutomu Ohshima’Sensei, (discípulo direto de O’Sensei),
revela que Funakoshi’O-Sensei elaborou o sistema com base nos cinco níveis de
consciência de um indivíduo conforme a evolução no Zen Budismo e Xintoísmo. É interessante observar como o sistema de classificação de
O’Sensei Funakoshi está claramente
relacionado com as religiões (filosofias) orientais.:
Shodan (1º Dan) indica
que a pessoa adquiriu uma forte base nas técnicas básicas e nos sentidos físicos
(consciência corporal). Nas religiões orientais é mencionada a aprendizagem no
controle dos sentidos - visão, tato, audição e paladar.
Nidan (2º Dan), deve-se alcançar uma compreensão das combinações e como
aplicá-las estrategicamente. Nas religiões orientais, o segundo nível
representa o controle da inteligência e da estratégia aplicando-as à vida.
Sandan (3º Dan), requer que a pessoa alcance uma mente forte e calma, consciente no
relaxamento dos “ombros”. O objetivo do terceiro nível nas religiões orientais
é controlar e dominar uma mente calma e meditativa.
Yondan (4º Dan), enfatiza a unidade
da mente com o corpo relacionado com as técnicas. Enfocam-se as obras
humanitárias nesta classificação. O quarto nível nas religiões orientais
enfatizam a conexão mente-corpo e concentra-se na compaixão.
Godan (5º Dan), destaca a impecável
execução na técnica e no caráter moral. Trata-se de canalizar a consciência
espiritual através de um caráter pessoal disciplinado. A espiritualidade e a
unidade com Deus também são os mais importantes objetivos nas religiões
orientais. O nível mais alto é a absoluta prevenção de uma confrontação, em
essência, harmonizar a situação!
Texto resumido, extraído da revista Black Belt Magazine,
Abril 1988.
domingo, 13 de dezembro de 2015
No livro “Ryükyü Kempo Karate” publicado em 1922:
“ Em apêndice, analisei os
cuidados que um karateka deve tomar ao praticar a arte. Para dar ao leitor uma
rápida ideia de como me sentia com relação ao karatê na época, reproduzo aqui a
breve introdução que escrevi para esse meu primeiro livro ”:
“ Na profundeza das sombras da
cultura humana ocultam-se sementes de destruição, exatamente do mesmo modo como
a chuva e o trovão seguem na esteira do tempo bom. A história é o relato da
ascensão e queda das nações. A mudança é a ordem do céu e da terra; a espada e
a caneta são tão inseparáveis quanto as duas rodas de uma carruagem. Assim, um
homem deve abraçar os dois campos se quer ser considerado um homem de realizações.
Se ele for demasiadamente complacente, acreditando que o tempo bom durará para
sempre, um dia será pego desprevenido por terríveis tempestades e enchentes.
Assim, é importantíssimo que nos preparemos a cada dia para qualquer emergência
inesperada. “
“ Lembrar os tempos de aflição
nos tempos de paz e treinar constantemente o corpo e a mente são as duas
atitudes que formam o espírito orientador e o caráter do povo japonês ”.
Gichin Funakoshi’O-Sensei
domingo, 6 de dezembro de 2015
O rigor da prática! ( texto extraído do artigo -O inicio do “Caminho”-,do livro de O-Sensei, “O meu modo de vida” )
" Noite após noite, frequentemente
no pátio da casa do Sensei Azato, sob a observação do mestre, eu praticava um kata
(“exercício formal”), repetidas vezes, semana após semana, ás vezes mês após
mês, até tê-lo dominado completamente para satisfação do meu professor. Essa repetição
constante de um único kata era estafante, muitas vezes exasperante e ocasionalmente
humilhante. Mais de uma vez tive de lamber o pó no assoalho do dojô ou no pátio
de Azato. Mas a prática era rígida, e nunca era autorizado a passar a outro
kata sem que Azato estivesse convencido de que eu tinha compreendido bem o que
estivera exercitando. Embora consideravelmente avançado em anos, ele sempre se
sentava ereto como uma vareta, na sacada, quando trabalhávamos ao ar livre,
vestindo um hakama, com um lampião de luz fraca a seu lado. Seguidas vezes, por
puro cansaço, eu simplesmente não conseguia sequer apagar a chama. Depois de
executar um kata, esperava seu julgamento verbal. Este era sempre sóbrio. Se
continuasse insatisfeito com minha técnica, murmurava, “Faça de novo”, ou, “Um
pouco mais!” Um pouco mais, um pouco mais, tantas vezes um pouco mais, até que
o suor escorria e eu estava pronto para desabar: era seu jeito de me dizer que
ainda havia algo a ser aprendido, a ser dominado. Por vezes, quando considerava
meu progresso satisfatório, seu veredicto era expresso com uma única palavra,
“Bom!” Essa única palavra era seu maior elogio. Até que não a ouvisse
pronunciada várias vezes, porém, jamais me atrevia a pedir-lhe que me ensinasse
um novo kata. Mas após o término de nossas sessões práticas, em geral nas
primeiras horas da madrugada, ele se tornava um tipo diferente de professor.
Então teorizava sobre a essência do Karatê ou, como um pai bondoso, me
interrogava sobre minha vida de professor. Pouco antes do amanhecer, pegava
minha lanterna e voltava para casa, consciente, à medida que minha caminhada
terminava, dos olhares desconfiados dos vizinhos. Não posso de maneira alguma
deixar de mencionar um bom amigo de Azato, um homem que também teve sua origem
numa família shizoku de Okinawa e também considerado tão hábil na arte do Karatê
quanto o próprio Azato. Às vezes, eu praticava sob a tutela dos dois mestres,
Azato e Ytosu, ao mesmo tempo. Nessas ocasiões ouvia com a maior atenção as
discussões entre ambos, e assim aprendi muito sobre a arte tanto em seus
aspectos espirituais como físicos. Não fosse por esses dois grandes mestres, eu
seria uma pessoa bem diferente hoje em dia. Considero ser quase impossível
expressar minha gratidão a eles por me orientarem ao longo do “Caminho” que me
proporcionou minha principal fonte de gratificação durante oito décadas de
minha vida."
Gichin Funakoshi’O-Sensei
