quinta-feira, 27 de março de 2014

Norma Inquestionável!

Como estudante universitário, entrei para um clube de Karatê Shotokan sob a direção do mestre Funakoshi, onde me ensinaram com o maior rigor que qualquer tipo de luta era proibido. Não importavam quais fossem as circunstâncias, qualquer um que fosse surpreendido lutando seria expulso imediatamente. Estivesse você ganhando ou perdendo, lutar estava fora de questão. Mestre Funakoshi considerava de maneira inflexível que qualquer um que cometesse o abuso de usar as técnicas do Karatê para lutar era culpado de crueldade. Ele chamava a luta de “jaken”, que literalmente significa "punhos malignos". O desejo de lutar converte os punhos normais em instrumentos do mal.

Jotaro Takagi ’Sensei

Extraído do livro “ Os vinte princípios fundamentais “

sábado, 22 de março de 2014

O valor da Arte!

Para Funakoshi, a prática do Karatê tinha muito mais a ver com dominar o ego do que com a arte marcial. Em Karatê-Dô Kyohan, ele escreveu: " O valor da arte depende de quem a aplica. Se essa aplicação for para um bom propósito, então a arte é de grande valor; mas se for mal usada, então não existe arte mais maligna e nociva que o Karatê."
 
Extraído do livro “ Os vinte princípios fundamentais “ – de 1938.

sábado, 15 de março de 2014

A Sabedoria!

Hoje a minha carreira no Karatê atravessa quase seis décadas. Durante todo esse tempo, tenho repetido incansavelmente o mesmo treinamento vezes seguidas, e recentemente tenho feito as mais variadas descobertas. Existem muitas coisas escondidas nos exercícios do Karatê— eles guardam lições que não se pode aprender com ninguém. Mas, pela paciente repetição do Kata, é possível chegar a um ponto de descoberta que o levará a pensar: "Ah, é isso! É disso que se trata!" Sob a superfície dos exercícios do Karatê-Dô, existe um nível mais profundo de compreensão, acessível apenas àqueles que chegaram a dominar as habilidades necessárias.
Num sentido semelhante, os mistérios mais profundos das artes marciais japonesas estão registrados em rolos de papel secretos que têm sido legados de geração a geração através dos séculos. As palavras e imagens dos rolos de papel não dizem nada à pessoa comum. Só depois de alguém ter dedicado anos da sua vida à prática séria dessa arte é que os seus mistérios se revelam.

Jotaro Takagi 'Sensei
 

domingo, 9 de março de 2014

O Karatê-Dô

Uma "Arte" construtiva criada por alguém devotado à formação de um caráter integro, ilibado, que visa sobretudo a grandiosidade da alma e a virtuosa capacidade de superar as amarras da limitação do ego, transcendendo a materialidade do corpo e proporcionando a inesgotável, indescritível vivenciação da grande "Paz interior"!

Prof. Sylvio Rechenberg 

 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Metodologia!

O método do mestre Funakoshi enfatiza as razões espirituais e a agilidade mental acima da força bruta e da técnica. Os praticantes não devem confiar na técnica apenas, socos, chutes e bloqueios, mas, sim, fomentar também os aspectos espirituais da prática. Conheça a si mesmo e o resto se seguirá naturalmente foi a mensagem que ele deixou para a posteridade há mais de sessenta anos.

Extraído do livro “ Os vinte princípios fundamentais “ ( de 1938 ).

 

 
 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

"Enraizamento"

A “Honorável Arte” do Karatê-Dô corretamente praticada é um “Caminho” sem volta, onde passo após passo se revela a sabedoria!
 
Assim como na vida, um "estudante sério" de Karatê-Dô amadurece com o passar dos anos!
 
O conhecimento é proporcional ao amadurecimento, não se encontra externamente, mas internamente e se enraíza com a prática correta ao longo da vida!
 
E quando o rigor da prática amansa o ego, é onde começa a lição!

Prof. Sylvio Rechenberg

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Karatê-Dô e o caráter!

Tem gente que frequenta aulas de Karatê-Dô para “se divertir brincando de luta”...
 
Pensam que é um hobby, um esporte daqueles  onde se faz o que se quer fazer afinal, dar socos e pontapés  a torta e a direita, se sentindo um “banbanban” da “briga”...
 
Pensam estes infelizes  aloprados  que lá só se “treina” para “derrotar” aos outros e fazem tudo para realmente “vencer aos outros”, menos a si próprios!
 
Casos de alunos que durante alguns anos demostram “suposto entendimento”: humildade, respeito, fidelidade e disciplina, porem com o tempo e a pratica correta todo “couro se curte”, então, o que é “carne” aparece e a fachada se desfaz revelando sua essência!
 
Para os “tais” o que vale é extravasar servindo ao egocentrismo barato e mais nada, ninguém esta preocupado com conceitos, valores ou princípios, o que conta é a satisfação da competição e as benesses almejadas!  " São como o joio do trigo! "
 
Favorecendo estas atrocidades da ética, ignorando a fundamentação ideológica e filosófica esta o interesse capitalista e o glamour da “disputa”.
 
Estupidamente divulgadas  como “artes marciais” nos meios de comunicação equivocados, estes que hipocritamente “educam” ao povo, obviamente  atraído pelo caos, e assim culturalmente  “abastecido” pela decadência insalubre da pura violência, distorcendo e contaminando um Histórico milenar que visa tão somente a grande Paz interior e a contenção do conflito!
 
O modismo é fazer o que se gosta, trabalhar o corpo “sem” a mente “muito menos“ o espírito e se preparar para um confronto “mano a mano” no vai ou racha da ignorância urbana.
 
Lamentáveis desvairados, pois não tem a mínima ideia da consequência inútil e nociva de seus atos em suas vidas e na vida dos outros, envergonhando e desonrando as sabias lições dos antepassados!
 
Triste decadência de uma involução humana, lastimável perda nos conceitos de humanidade e irreparáveis  dolos  ao “legado” de muitas vidas das nobres gerações de um precioso oriente “esquecido”, dedicado a formação construtiva do “Ser” desprovido do ego!
 
Contudo, o tempo que ao seu tempo remedia e cura, tem nele o presente que dispõem das escolhas!
 
O tempo também mostra, ensina e desmascara!
 
A “sabedoria” é vitalícia, o “Caminho” do Karatê é vitalício, mas as pessoas são “passageiras” e o modismo uma ilusão!

Prof. Sylvio Rechenberg