A necessidade de se defenderem das frequentes situações de
conflitos, num território hostil, obrigou aquele povo, da conhecida ilha de
Okinawa a desenvolverem uma alternativa que possibilitasse a necessária
sobrevivência, dando origem ao “Tê”, “Okinawa-Tê”.
A palavra, “mão” que em japonês é “Tê” foi o primeiro nome
que recebeu ao que hoje chamamos de “Karatê-Dō”!
Karatê-Dō, “caminho da mão vazia”, o nome se reporta ao
aspecto “mão” que por sua vez está relacionado com a maneira de “agir”, pois
tudo tende a acontecer quando o “fazer” entra em ação. E é só com o “fazer
acontecer” que alguma coisa pode mudar, tanto para o bem quanto para o mau! E a
“mão” é a representação de um “agir” na vida de cada um de nós!
As palavras, “mão vazia” podem ser compreendidas como sendo
uma forma de dizer que não envolve o uso de armas, mas, se considerarmos a
palavra que se antepõem a essas duas, que é o “caminho”, logo determinamos um
“modo de vida”, um jeito de “ser” uma forma de “agir” e de se comportar com a
prática da Honorável Arte, o Karatê-Dō!
Nome oficialmente estabelecido em 1935 pelo próprio fundador
O-Sensei’Gichin Funakshi!
Já o uso das pernas, era na época, bem menos empregado, uma
vez que na defesa-pessoal em vias de fato, um chute dado de forma errada,
desiquilibrada, desajeitada, sem a velocidade adequada, ineficaz, pode gerar um
descuido irreparável, pondo em risco a própria vida, certamente pelas limitações
das pernas em comparação aos braços e mãos numa luta real.
O Mae-Geri, (chute frontal), com as suas devidas variações,
por ser mais natural e de menor gasto de energia na sua execução, foi o mais
praticado naquele tempo.
Foi o filho de O-Sensei’Funakoshi, Yoshitaka Funakoshi,
também conhecido como Gigo’Funakoshi ou Waka’Sensei, que entre outros
atributos, foi o responsável pelo desenvolvimento e a criação do Mawashi-Geri,
Yoko-Geri e Ushiro-Geri.
No vídeo podemos ver Masaaki Ueki’Sensei demonstrando a
maneira correta de executar cada um desse chutes e variações:
Prof.Sylvio Rechenberg